segunda-feira, 15 de novembro de 2010

MANGUEIRA 3


Mas nem tudo está perdido, valeu ter matado as saudades de meu amigo Geraldo e conhecer seus conterrâneos.

MANGUEIRA 2


O presidente da Mangueira, Ivo Meirelles, está de mal com uma mocinha que atende pelo nome de Nicole Bahls. Ele diz que a recebeu na Mangueira com tapete vermelho e todas as honrarias que ela certamente merece: camarotes, fantasias e etc. Mas agora ela foi prá Beija-Flor e fala mal da Mangueira.
Sabe onde fica a Casa da Mãe Joana?
Visconde de Niterói, 1072, Mangueira, RJ.

MANGUEIRA E PORTELA, MINHAS PAIXÕES

Se escrevesse um livro sobre minha vida, teria que dedicar um capítulo à Mangueira..
Conheci a Mangueira ainda criança, acho que pela Revista Manchete ou Cruzeiro,  que na década de 70 eram as revistas do carnaval carioca. As fotos eram lindas! O verde e rosa saltavam aos olhos! Não tinha a menor noção de onde ficava Mangueira, pois as escolas de samba mais perto da Baixada Fluminense, onde eu morava, eram Império Serrano e Portela.
Aprendi a amar a Portela através da minha madrinha Mara, que cantava prá eu dormir: "...abre a janela formosa mulher, cantava o poeta trovador..." (Samba enredo de 1971: A Lapa em três tempos).
No início dos anos 80 já frequentava a quadra em Madureira com o meu então namorado, Professor Nivaldo Jerônimo da Costa, éramos íntimos do Mestre Marçal e seu filho Marçalzinho (Armando Marçal), talentoso percussionista, hoje, internacionalmente conhecido. Estávamos tão ligados à Portela que quando houve a dissidência que resultou na criação da GRES Tradiçao, nos tornamos personae non gratae na quadra.
Em 1987, um grupo de professores aportou no Departamento Cultural da recém nascida Mangueira do Amanhã, entre eles o Professor Cristóvão e o Professor Francisco, que depois passou a ser o "Chiquinho da Mangueira".
Conheci a força da Mangueira, e meu coraçao ficou dividido. É impossível conhecer a Mangueira e não se encantar. Me encantei tanto que rompi minha timidez e me tornei passista da Verde e Rosa!  .
Houve uma época que Mangueira e Portela não desfilavam no mesmo dia, providência da LIESA para equilibrar o grande público das duas maiores e mais queridas escolas de samba do Brasil. Então, eu desfilava na seleta ala de passistas da Portela no domingo e na também restrita ala de passistas da Mangueira na segunda-feira.
Estive na mangueira sábado passado (13/11) e não gostei do que vi.
A bateria, nosso maior trunfo, parece abandonada à propria sorte, como um veículo sem condutor, uma orquestra sem maestro. E não me venham dizer que no ensaio de sábado ninguem está preocupado com isso, pois o ingresso custa 20,00, uma mesa 30,00 e mais o que se consome justifica uma apresentaçao digna para o público pagante.
A quadra, absolutamente enlameada e feia. Sim, a quadra está feia.
Quanto ao samba, acho que a Mangueira perdeu a oportunidade de fazer uma homenagem à altura do homenageado. Vi poucos diretores, poucos passistas e poucos ritmistas. Do lado de fora, comentários acerca da crise financeira que a escola enfrenta. Do lado de dentro, o Presidente atual, Ivo Meireles, diz estar sendo perseguido pela mídia. Senti saudades do Presidente Elmo, especialmente em seu primeiro mandato.

Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O SAMBA de Thereza Jessouroun

Finalmente encontrei o documentário premiadíssimo intitulado SAMBA de Thereza Jessounoun. Trata da dança do samba e sua inserçao no dia-a dia dos sambistas.
Que saudades! Aquele carnaval foi maravilhoso: Romero, Birinha, Gargalhada, Marcia, em fim, muitos amigos e amantes da dança do samba presentes num trabalho tão legal.

RAINHA DE BATERIA: aluga-se uma vaga

Numa postagem em fevereiro deste ano, defendi o Império Serrano pela sua dignidade e resistência. Como ultimamente vivo "pagando a lingua", hoje vou ter que confessar-me triste com a notícia de que Quitéria Chagas não é mais a Rainha de Bateria da Escola; foi substituída por Vania Love.
Sinceramente, nem sabia quem era Vania Love, mas agora descobri que é irmã de Wagner Love, um jogador de futebol que atualmente joga no exterior. Dizem que o Império Serrano queria um "patrocínio".
Esse negócio de Rainha de Bateria é algo recente na história do carnaval. Com a "invasão" da classe média/alta nas escolas de samba, os dirigentes, por um lado, querendo agradá-los - aquela subserviência de sempre -; e por outro, querendo tirar proveito financeiro, tiveram a idéia de criar um lugar de destaque para essas pessoas. Nessa época, o saudoso Mestre Louro (Salgueiro) foi o único que não admitiu mulher fazendo firula à frente da sua bateria. A Mangueira e a Beija-Flor até entraram na onda, mas com uma solução bacana: as Rainhas de Bateria eram escolhidas dentre as passistas da própria escola. Na Mangueira tinha eleição anual; na Beija-Flor durante anos o lugar foi de Soninha Capeta, depois substituída por Raíza. Nas outras escolas o posto foi sempre ocupado por celebridades ou por seus "papagaios". E temos muitos exemplos, de trás prá frente: Luma de Oliveira, na época modelo, atriz da Rede Globo e depois esposa de um empresário, patrocinava sua própria fantasia e de toda a bateria; Luiza Brunet, modelo, empresária, também levava um dinheirinho prá Imperatriz Leopoldinense no patrocínio e na divulgação; Viviane Araújo oferecia shows do cantor Belo, na época seu "noivo", em troca do desejado "cargo", depois o cantor "noivou" com outra modelo tornando esta Rainha de Bateria da Mangueira e de Vila Izabel. Atualmente até a Verde e Rosa sucumbiu e as "Pretinhas Pobres de Marré Deci" perderam o prestígio prá Preta Gil, Gracyane Barbosa e agora, Renata Santos. Gente, quem é Renata Santos? É sério, quem é Renata Santos? É modelo, atriz, mulher fruta???
Quitéria Chagas é de uma família de Imperianos, dizem que transita pela escola desde menina. Já na Grande Rio, há duas semanas foi apresentada a nova Rainha de Bateria: Cris Viana, bailarina, atriz da rede globo, não muito badalada na mídia, fez um discurso descarado forçando uma identidade entre si e a escola dizendo-se "negra com muito orgulho". Tá bom.
A questão não é ser negra, é SER Grande Rio, é SER Mangueira, é SER Beija Flor, é ser Império, é SER a escola. E SER é coisa muito séria.