quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

RETIFICANDO

O ingresso mais barato para o espetáculo do Eri Jhonson custa uma bagatela: 50,00.
Só 20,00 a mais do que euzinha imaginara.

O PREÇO DA CULTURA

O ingresso no teatro custa em torno de 30,00 reais. No cinema 15,00. No salgueiro 50,00. No Terreirão 10,00. Na feira dos paraíbas 1,00. Um CD 30,00. Fora tudo isso tem também a distância: na Zona Sul, tudo; na Zona Norte e na Baixada, quase nada. Assim fica difícil.

A LICÃO DO IMPERIO SERRANO

Pode ser que esta não seja a opinião dos Imperianos, mas considero o Império Serrano um reduto de resistência cultural. Sei que enquanto escola de samba participante da competiçao, almejem a vitória. Mas não me parece que queiram o título a qualquer preço.
O carnaval está cheio de usurpadores da cultura. Os caras chegam na Escola de Samba para injetarem dinheiro, para que a escola ganhe carnaval, aí viram os donos da Escola. Quando não afastam os fundadores, os deixam quietinhos num cantinho, sem direito à opinião. Os pobres da "comunidade" são contemplados com uma fantasia, mas devem comparecer a todos os ensaios rigorosamente, sem faltas, caso contrário, são sumariamente excluídos da ala. Já os ricos e famosos, podem tudo. Chegam a criarem ensaios na Zona Sul da cidade para recepcioná-los. A Mangueira entrou nessa uma época,realizando uns ensaios na Praça Onze, mas graças a Deus, se deu conta da sua importância e de quanto o seu cenário é uma beleza!
Na Mangueira já teve dinastia e autoritarismo. Passou.
O Imperio Serrano está no grupo de acesso, mas sua cabeça está erguida.

O PREÇO DE UM PATROCÍNIO

A Beija Flor pagou caro pelo patrocínio. Ficou em terceiro lugar. Falar de Brasília colocando as sujeiras da política em baixo dos carros alegóricos, foi mal. Pior foi o valente Laíla tentando justificar o injustificável.
Tudo na vida tem um preço.

O TÍTULO É DA TIJUCA

Hoje conhecemos a escola campeã do carnaval 2010: Unidos da Tijuca. Merecidíssimo.
Há mais de 70 anos sem ganhar carnaval, a Unidos da Tijuca apresentou um belo espetáculo que deslumbrou a todos. O talento do carnavalesco Paulo Barros, finalmente reconhecido. Sinceramente, alguns, se não a maioria dos desfiles das escolas de samba, são repetitivos. Alegorias e fantasias que parecem terem sido reaproveitadas.
Outro marcou deste carnaval foi o belíssimo samba da Vila Isabel escrito por Martinho da Vila sobre a trajetória existencial de Noel Rosa. Simplesmente emocionante. Um poeta homenageando outro.
A Mangueira, linda! Para mangueirenses. Absolutamente verde e rosa, do jeitinho que a gente gosta.
A Portela, não rolou. Mas já era de se esperar. Muito "higt tech" pro meu gosto.